Ribeiro Evangelista, advogado
Advogado · Portugal e Brasil

Defesa rigorosa, acompanhamento próximo.

Escritório com sede na Ramada, Odivelas, fundado pelo Dr. William Evangelista. Apoio jurídico em direito civil, família e sucessões, criminal, empresas e imigração em casos específicos em Portugal e no Brasil.

Contacto direto
Telefone e WhatsApp
Escritório
Av. Amália Rodrigues, n.º 2, Sala B
2620-520 Ramada, Odivelas
Atendimento
Presencial e online, por marcação
Segunda a sexta-feira
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Áreas de prática

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Direito Civil

Contratos, responsabilidade civil, arrendamento, empreitadas e conflitos entre particulares.

Direito Penal

Defesa de arguidos, assistência a ofendidos, inquérito, instrução e julgamento.

Família e Menores

Divórcio, partilhas, responsabilidades parentais, alimentos e regulação do convívio.

Sucessões e Heranças

Partilhas, inventário, testamentos e conflitos entre herdeiros, incluindo quem vive fora de Portugal.

Empresas e Contratos

Direito empresarial e contratual, cobrança de créditos e defesa de direitos do consumidor.

Assessoria contínua

Um advogado à mão, por um valor fixo mensal

Para pessoas, famílias e pequenas empresas que preferem resolver as questões jurídicas à medida que surgem, sem contratar caso a caso e sem surpresas na fatura.

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Pessoas e famílias

Particular

89 €por mês, IVA incluído
  • 1 assunto jurídico por mês
  • Análise de documentos e resposta escrita (parecer ou minuta)
  • Um esclarecimento adicional sobre o mesmo assunto
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Mais escolhido
Micro e pequenas empresas, condomínios e associações

Empresa

169 €por mês, IVA incluído
  • 2 assuntos jurídicos por mês
  • Contratos, cartas, pareceres e minutas
  • Esclarecimentos por e-mail sobre os assuntos do mês
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Empresas com procura regular

Empresa Plus

449 €por mês, IVA incluído
  • Até 8 assuntos jurídicos por mês
  • Reunião mensal de 45 minutos, por vídeo ou no escritório
  • Linha direta por WhatsApp em horário de expediente
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Sem fidelização, com contrato de honorários escrito e cancelamento com 30 dias de aviso. O patrocínio em tribunal é orçamentado à parte, com desconto para avençados.

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Estado atual, próximas diligências, peças entregues e documentos, sempre disponíveis, sem esperar por um telefonema.

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Descreva-a em poucas linhas. Respondemos com uma primeira orientação e, se fizer sentido, marcamos consulta.

O que fazemos

Áreas de prática

O escritório tem sede na Ramada, Odivelas, e atua em Portugal e no Brasil. Consultas presenciais ou online, com deslocação a todo o país quando o caso o justifica.

01

Direito Civil

Conflitos entre particulares e entre particulares e empresas, da fase negocial à execução da sentença.

  • Contratos e incumprimento
  • Empreitadas e defeitos de obra
  • Arrendamento e despejos
  • Responsabilidade civil e indemnizações
  • Direitos reais e propriedade
02

Direito Penal

Defesa de arguidos e representação de ofendidos em todas as fases do processo-crime.

  • Inquérito e primeiro interrogatório
  • Instrução e debate instrutório
  • Julgamento e recursos
  • Assistente e pedido de indemnização civil
  • Violência doméstica e crimes contra pessoas
03

Família e Menores

Matérias sensíveis, tratadas com discrição e com atenção ao superior interesse da criança.

  • Divórcio e separação
  • Regulação das responsabilidades parentais
  • Alimentos e incumprimento
  • Partilhas e inventário
  • Promoção e proteção de menores
04

Sucessões e Heranças

Transmissão de bens e direitos após o falecimento, incluindo herdeiros residentes fora de Portugal.

  • Habilitação de herdeiros
  • Inventário e partilha de bens
  • Testamentos e doações
  • Conflitos entre herdeiros
  • Representação de quem vive no estrangeiro
05

Empresas e Contratos

Apoio a empresas familiares e clientes privados, da negociação ao contencioso.

  • Contratos comerciais e societários
  • Cobrança de créditos e injunções
  • Ações executivas e penhoras
  • Direitos do consumidor
  • Reconhecimentos e autenticações

Não tem a certeza de qual é o seu caso?

Muitas situações tocam em mais do que uma área. Descreva-nos o que se passa e indicamos o caminho adequado.

William Evangelista
Cédula profissional
66276P, Ordem dos Advogados
Jurisdições
Portugal e Brasil
Línguas
Português
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O advogado

William Evangelista

Advogado em Portugal e no Brasil, com uma prática assente no rigor jurídico, na proximidade com o cliente e na defesa dos seus direitos.

William Evangelista é advogado e fundador do escritório Ribeiro Evangelista, inscrito na Ordem dos Advogados portuguesa, sob a cédula profissional n.º 66276P, e na Ordem dos Advogados do Brasil, Secção do Paraná, sob o n.º 76.913. Com percurso profissional desenvolvido nos dois países, acompanha particulares, famílias e empresas, incluindo assuntos com ligações entre os ordenamentos jurídicos português e brasileiro.

Após iniciar a sua atividade no Brasil, alargou a presença do escritório a Portugal em 2022, estabelecendo-se na Ramada, em Odivelas.

Desenvolve a sua atividade nas áreas de Direito Civil, Família e Sucessões, Direito Penal, bem como no acompanhamento jurídico de empresas. A sua prática abrange o aconselhamento preventivo, a negociação e resolução extrajudicial de conflitos e a representação perante entidades administrativas e tribunais, com atenção às circunstâncias e aos objetivos de cada cliente.

Privilegia uma relação de confiança, sustentada na escuta, na clareza da comunicação e no acompanhamento atento de cada assunto. A análise individual dos casos permite explicar as opções jurídicas disponíveis, os riscos envolvidos e as implicações de cada decisão, para que o cliente participe de forma informada na defesa dos seus direitos e interesses.

Formação

Graduação em Direito Especialista em Direito da União da Europeia Mestrando na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL).

Áreas em que atuo

Civil · Penal · Família e Menores · Sucessões · Estrangeiros e Nacionalidade · Empresas e Contratos

Onde atendo

Escritório na Ramada, Odivelas
Consultas online
Deslocações a todo o país

Assessoria contínua

Planos de avença

Um valor fixo por mês, sem fidelização, para ter um advogado a acompanhar as suas questões à medida que surgem. Escolha o plano e fale connosco: a avença só começa depois de assinado o contrato de honorários.

Pessoas e famílias

Particular

89 €por mês, IVA incluído

Um assunto jurídico por mês, com resposta escrita, para quem quer ter um advogado à mão sem contratar caso a caso.

  • 1 assunto jurídico por mês
  • Análise de documentos e resposta escrita (parecer ou minuta)
  • Um esclarecimento adicional sobre o mesmo assunto
  • Resposta em 5 dias úteis
Mais informações
Exemplos do que cabe no plano
  • Rever um contrato de arrendamento antes de assinar
  • Responder a uma carta da Autoridade Tributária ou da Segurança Social
  • Preparar uma reclamação a um fornecedor ou seguradora
  • Esclarecer direitos numa partilha de herança
Como funciona

Envia-nos o assunto por e-mail ou WhatsApp, com os documentos que tiver. Respondemos por escrito no prazo de 5 dias úteis. Se o assunto exigir uma ação em tribunal, apresentamos orçamento à parte, com desconto para avençados.

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Mais escolhido
Micro e pequenas empresas, condomínios e associações

Empresa

169 €por mês, IVA incluído

Dois assuntos por mês, contratos e cartas incluídos, para quem lida com trabalhadores, fornecedores e clientes todos os meses.

  • 2 assuntos jurídicos por mês
  • Contratos, cartas, pareceres e minutas
  • Esclarecimentos por e-mail sobre os assuntos do mês
  • Resposta em 5 dias úteis
Mais informações
Exemplos do que cabe no plano
  • Rever um contrato de trabalho ou de prestação de serviços
  • Carta de resposta a um trabalhador ou a um cliente
  • Análise de um contrato com um fornecedor
  • Regulamento interno, ata ou convocatória
Como funciona

Envia-nos o assunto por e-mail ou WhatsApp, com os documentos que tiver. Respondemos por escrito no prazo de 5 dias úteis. Se o assunto exigir uma ação em tribunal, apresentamos orçamento à parte, com desconto para avençados.

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Empresas com procura regular

Empresa Plus

449 €por mês, IVA incluído

Até oito assuntos por mês, reunião mensal e linha direta, para quem precisa de um departamento jurídico sem o ter dentro de portas.

  • Até 8 assuntos jurídicos por mês
  • Reunião mensal de 45 minutos, por vídeo ou no escritório
  • Linha direta por WhatsApp em horário de expediente
  • Resposta em 2 dias úteis
Mais informações
Exemplos do que cabe no plano
  • Acompanhamento de negociações com clientes e fornecedores
  • Processos disciplinares e cessação de contratos de trabalho
  • Cobrança extrajudicial de faturas em atraso
  • Revisão de condições gerais, políticas e contratos-tipo
Como funciona

Envia-nos o assunto por e-mail ou WhatsApp, com os documentos que tiver. Respondemos por escrito no prazo de 2 dias úteis. Se o assunto exigir uma ação em tribunal, apresentamos orçamento à parte, com desconto para avençados.

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O que fica fora de todos os planos

  • Patrocínio judicial (ações em tribunal), orçamentado à parte com desconto para avençados
  • Diligências presenciais fora do escritório e deslocações
  • Custas, taxas, emolumentos e despesas com terceiros
  • Assuntos não usados não transitam para o mês seguinte
  • Sem período de fidelidade: cancela-se com 30 dias de aviso

Os valores incluem IVA à taxa legal. Os honorários são definidos em contrato escrito, nos termos do Estatuto da Ordem dos Advogados, e pode pedir uma proposta à medida se nenhum dos planos servir.

Pedido de adesão

Comece por aqui

Diga-nos que plano lhe interessa e como o contactar. Confirmamos os dados em dias úteis, esclarecemos dúvidas e enviamos o contrato. Não há qualquer custo até o assinar.

Ou fale já connosco: WhatsApp 911 926 595.

Perguntas frequentes

O que conta como um assunto?

Uma questão concreta com resposta escrita: rever um contrato, responder a uma carta, preparar uma minuta, esclarecer os seus direitos numa situação. Se a questão der origem a outra distinta, conta como novo assunto.

Posso mudar de plano?

Sim, a qualquer momento, com efeitos no mês seguinte.

Como se paga?

Por transferência ou débito direto, no início de cada mês, com fatura-recibo.

E se precisar de ir a tribunal?

O patrocínio judicial é orçamentado à parte, com desconto para quem tem avença, e o conhecimento que já temos do seu caso poupa tempo e custos.

Recrutamento

Trabalhe connosco

Não publicamos vagas: recebemos candidaturas espontâneas ao longo do ano e guardamo-las durante 12 meses. Quando surge uma necessidade, é a esta lista que vamos primeiro.

Advogados

Com prática em cível, família, penal ou administrativo, e à vontade para trabalhar em Portugal e no Brasil.

Advogados estagiários

Para estágio de patrocínio junto da Ordem, com acompanhamento em processos reais desde o primeiro dia.

Juristas

Apoio à preparação de peças, pesquisa de jurisprudência e acompanhamento de prazos.

Apoio administrativo

Atendimento, agenda, organização de processos e contacto com clientes e tribunais.

Como trabalhamos com quem entra

Processos variados, em várias áreas do direito, e contacto direto com os clientes desde cedo. Valorizamos escrita clara, rigor nos prazos e vontade de aprender. As candidaturas são vistas pelo advogado responsável; se o perfil for compatível com uma necessidade do escritório, contactamos para uma conversa. Não respondemos a todas as candidaturas de imediato, mas nenhuma se perde durante o prazo de conservação.

Candidatura espontânea

Envie o seu currículo

Em PDF, até 5 MB. A carta de motivação é opcional, mas ajuda-nos a perceber o que procura.

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Recebe uma confirmação por e-mail.

O que acontece a seguir

1. Confirmação

Recebe de imediato um e-mail a confirmar que a candidatura chegou.

2. Análise

A candidatura fica na nossa lista durante 12 meses e é vista sempre que há uma necessidade.

3. Conversa

Se o perfil encaixar, marcamos uma conversa, no escritório ou por vídeo.

Os seus dados

O currículo fica guardado fora da área pública do site e só o escritório o vê. Para o eliminar antes dos 12 meses, escreva para juridico@ribeiroevangelista.pt.

Publicações

Artigos e notas jurídicas

Explicações em linguagem simples sobre questões que aparecem todas as semanas no escritório. Informação geral. Não substitui aconselhamento sobre o seu caso concreto.

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Civil

Novo Código dos Contratos Públicos entra em vigor. O que muda a partir de 1 de outubro?

Juridico 13 de outubro de 2026 6 min de leitura

A partir desta quinta-feira, dia 1 de outubro, uma câmara municipal poderá contratar diretamente uma obra de 150 mil euros sem lançar um concurso público. Se estiver em causa …

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Notícia publicada por ECO a 01/10/2026.

Em síntese
A partir desta quinta-feira, dia 1 de outubro, uma câmara municipal poderá contratar diretamente uma obra de 150 mil euros sem lançar um concurso público. Se estiver em causa apenas um contrato de bens ou serviços, o limite será de 75 mil euros. E uma empreitada de até um milhão poderá ser feita através de consulta prévia. Estas são algumas das mudanças que chegam com o novo Código dos Contratos Públicos.

Mais ajuste direto, concursos públicos mais flexíveis, menos documentos, fim do preço base obrigatório e novas regras para as obras públicas. A reforma do Código dos Contratos Públicos promete acelerar a contratação do Estado, mas deixa também mais margem de decisão às entidades públicas e levanta dúvidas sobre concorrência, controlo da despesa e execução das empreitadas.

Nova lei da construção modular é o “gatilho” para o setor

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O que muda a partir de 1 de outubro?

Ajuste direto sobe para 75 mil euros

Uma das mudanças mais visíveis está nos limites do ajuste direto, que sobem de forma significativa. Nos contratos de aquisição de bens e serviços, o Estado e as restantes entidades públicas passam a poder recorrer a este procedimento para contratos até 75 mil euros, quando o limite anterior era de 20 mil.

Nas empreitadas de obras públicas, a subida é ainda mais expressiva: o limite passa dos atuais 30 mil para 150 mil euros. Ou seja, o valor máximo que pode ser contratado por ajuste direto é multiplicado por cinco.

O ajuste direto permite à entidade pública convidar diretamente um operador económico a apresentar uma proposta, sem lançar um concurso público aberto. A nova fasquia significa, por isso, que contratos que até agora tinham de seguir procedimentos com maior grau de concorrência passam a poder ser tratados de forma mais simples e rápida.

A alteração é apresentada pelo Governo como uma forma de desburocratizar e acelerar a contratação pública, sobretudo nos contratos de menor valor. Ao mesmo tempo, aumenta a margem de decisão das entidades públicas, que passam a ter mais situações em que podem contratar diretamente, sem recorrer a procedimentos concorrenciais mais abrangentes.

Consulta prévia chega a um milhão nas obras

Também sobem os limites da consulta prévia, um procedimento em que a entidade pública convida vários operadores económicos a apresentar propostas, sem abrir um concurso a todas as empresas interessadas.

Nos bens e serviços, o limite passa de 75 mil para 130 mil euros. Nas empreitadas de obras públicas, a subida é muito mais expressiva: de 150 mil para um milhão de euros.

Na prática, significa que uma obra até um milhão de euros poderá ser contratada através de um procedimento mais simples do que um concurso público aberto, embora continue a existir concorrência entre as empresas convidadas.

Fim do visto prévio: eficiência ou risco? Eis a questão

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Concursos públicos passam a ser mais flexíveis

Uma das novidades é o chamado “concurso público flexibilizado”. Nos procedimentos abaixo dos limiares europeus, as entidades adjudicantes passam a ter maior margem para definir a tramitação, podendo adaptar determinadas fases e formalidades aos objetivos de simplificação, eficiência e celeridade. A negociação também passa a poder ser utilizada em determinadas circunstâncias.

A lógica é abandonar uma tramitação excessivamente rígida quando está em causa um contrato de menor dimensão. Mas esta maior flexibilidade significa também mais poder de decisão para quem contrata em nome do Estado.

Concursos podem voltar a ter como desenlace a não adjudicação

Outra alteração diz respeito à possibilidade de a entidade pública terminar um concurso sem escolher nenhuma proposta por considerar que nenhuma é suficientemente boa.

A nova regra permite que todas as propostas sejam classificadas como insatisfatórias quando nenhuma atingir a pontuação global mínima definida antecipadamente nas peças do procedimento. Imagine-se, por exemplo, um concurso em que é estabelecido um mínimo de 60 pontos em 100: se a proposta mais bem classificada ficar pelos 55 pontos, a entidade pode concluir que nenhuma reúne as condições exigidas e não adjudicar o contrato.

Isto não significa, contudo, que a Administração passe a ter liberdade para rejeitar propostas por uma mera questão de preferência. O patamar mínimo tem de estar previamente definido e a decisão de não adjudicar tem de ser devidamente fundamentada.

A alteração recupera assim uma margem de decisão que tinha ficado mais limitada com o CCP de 2008: nem todos os concursos têm necessariamente de acabar num contrato.

Menos documentos para empresas

O novo CCP aposta no princípio “só uma vez”: se determinada informação ou documento já estiver na posse da Administração Pública, não deverá voltar a ser exigido ao concorrente.

Também são eliminadas algumas declarações e documentos considerados redundantes e passa a existir maior possibilidade de corrigir determinados erros formais. O Governo estima que a reforma permita dispensar mais de três milhões de documentos por ano.

As entidades públicas passam ainda a ter maior responsabilidade na obtenção oficiosa de documentos de habilitação que estejam disponíveis nas plataformas do Estado.

Acaba o preço base obrigatório

Uma das alterações com maior impacto prático é o fim da obrigação de fixar um preço base. Em vez disso, ganha importância o conceito de “valor estimado do contrato”. O Governo defende que o modelo anterior podia levar as entidades públicas a ficar excessivamente condicionadas pelo preço mais baixo, sem garantir necessariamente a melhor solução.

Mas a mudança também suscita reservas: sem um teto financeiro previamente definido, aumenta a margem de decisão das entidades públicas, mas pode tornar mais difícil prever e controlar a despesa.

TdC chumba menos de 2% dos contratos públicos vistos

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Menos controlo prévio do Tribunal de Contas

A reforma do CCP acontece em paralelo com uma mudança profunda no modelo de fiscalização do Tribunal de Contas (TdC). Atualmente, os contratos públicos de valor igual ou superior a 750 mil euros, ou 950 mil euros quando estejam relacionados entre si, estão, em regra, sujeitos a visto prévio. A proposta de reforma do TdC sobe esse patamar para 10 milhões de euros, o que, segundo as estimativas do Governo, deixará mais de 90% dos contratos fora deste controlo antecipado.

A ideia do Executivo é que isto não significa acabar com a fiscalização, mas mudar o momento em que ela acontece. Os contratos deixam de ter de esperar, em muitos casos, pela análise prévia do tribunal para poderem avançar, passando a existir maior peso da fiscalização concomitante e sucessiva, ou seja, durante ou depois da execução.

Privados podem apresentar “iniciativas espontâneas”

O novo regime cria ainda um mecanismo de iniciativa espontânea, permitindo que operadores económicos apresentem à Administração propostas para o desenvolvimento de determinados projetos, mesmo sem existir previamente um procedimento lançado pela entidade pública. A ideia é aproximar a capacidade de inovação das empresas das necessidades da Administração Pública.

Mas a maior flexibilidade também coloca questões de concorrência e transparência, sobretudo sobre a forma como outros operadores económicos terão conhecimento das oportunidades e poderão participar.

Porque importa
Os contratos, o arrendamento, as dívidas e a responsabilidade civil fazem parte do quotidiano de particulares e empresas.

A notícia completa pode ser lida na fonte original, através da ligação indicada abaixo.

Se tiver dúvidas sobre a forma como este tema pode afetar a sua situação, o escritório Ribeiro Evangelista está disponível para o ajudar.

Fontes: ECO ↗

Informação de carácter geral. Não substitui aconselhamento jurídico sobre o seu caso concreto.

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